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NATIRUTS
No ano de 1996 surgiu em Brasília a idéia de se formar
uma banda de Reggae. Alexandre
na época estudante universitário, tinha a música como válvula
de escape das suas alegrias e desilusões com a realidade
brasileira. Sem pretenções maiores, visto que já estava
encaminhado na profissão de analista de sistemas, compunha
canções no estilo que mais se sentia a vontade o reggae. Numa
das cervejadas do time de futebol da UnB conheceu Juninho com
quem passou a fazer um som pelas festinhas em casas e
apartamentos da cidade. Essa foi a semente da estória. Mas
toda semente precisa brotar para crescer.
Foi então que Alexandre convidou Luis Mauricio e Bruno
Dourado, companheiros de time na UnB, para assumirem o baixo e
a percussão. Fizeram alguns ensaios com essa formação. Talvez
bastasse quatro cabeças se a intenção fosse fazer um reggae
tipicamente jamaicano que é e sempre será a referência para
qualquer banda de reggae. No entanto a influencia da música
brasileira era muito forte nas melodias e harmonias das
músicas e a vontade de se fazer um “reggae roots brasileiro”
era definitiva.
Por isso fez-se necessária a inclusão de mais elementos
musicais na banda. Foi quando Izabella Rocha e Kiko Peres
foram convidados a assumirem o backing vocal e guitarra solo.
A partir daí a banda criaria identidade própria.
O próximo passo, natural de qualquer banda do mundo,
era gravar uma demo.
A demo foi gravada ainda na época das fitas cassetes. A
reprodução era caseira. Nos velhos três em um duplo deck. A
aceitação foi impressionante. Quem poderia imaginar que uma
banda de reggae revolucionaria a cena local da cidade então
conhecida como “capital do rock”.
Alguns shows aconteceram e vislumbrou-se a
possibilidade de se gravar um cd. Kiko
Peres tinha um amigo da cena musical brasiliense que estava
radicado no Rio a algum tempo. Esse amigo estava trabalhando
num grande estúdio carioca e talvez conseguisse um esquema de
pagamento por partes da tal gravação. Esse amigo era Tom
Capone que acabou participando de uma faixa e posteriormente
produziria dois discos da banda, o Verbalize e o Quatro que
contou com Tonho Gebara na guitarra solo.
A energia positiva da banda agregava cada vez mais
pessoas dispostas a ajudar. O estúdio A.R abriu as portas para
o reggae do cerrado. Ao chegar no
estúdio um dos técnicos perguntou se poderíamos esperar um
pouco pois estaria sendo gravado um ultimo “take” do ultimo
disco de uma banda também de Brasília, já sem a presença
física de seu vocalista. Essa banda era a Legião Urbana.
Enquanto uma banda do cerrado terminava sua gravação,
outra começava.
Iniciava-se aí a
gravação de um disco que indiscutivelmente marcou a sua
geração, Nativus.
Daí para frente muita coisa rolou. Gravadora, exposição
excessiva em Tv, mercenários da música dispostos a ganhar
grana em troca do nome Nativus mesmo sem ter nenhuma
participação no sucesso do mesmo em todo Brasil, etc.
Isso é nada perto do que realmente faz sentido para a
já então Natiruts. A aceitação do
povo.
A aceitação de uma ideologia que supera modismos e que
representa uma geração. Muito além das listas dos mais
vendidos das grandes gravadoras.
Visando dar um grande passo em sua carreira a banda
repete no seu quinto trabalho o modelo que consagrou o seu
primeiro disco. O lançamento independente.
Agora com recurso próprio para
montar sua gravadora, gravar o seu disco, montar seu
escritório de produção. Confirmando a frase que resume a única
bandeira que é levantada pela banda. "Liberdade
Pra Dentro da
Cabeça"
E-mail:
zeroneutro@hotmail.com
www.bandanatiruts.com.br
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