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SOLARISE
Há algum tempo eram
as bandas de rock: elas surgiam por todos os cantos de Porto
Alegre (de fato, continuam surgindo, felizmente). Depois algo
diferente começou a acontecer: bandas de reggae começaram a
pipocar pela capital gaúcha. E, ao contrário do que se poderia
esperar, esse boom do reggae, em vez de vulgarizar o gênero,
serviu para sedimentar e reforçar um movimento baseado na
mensagem básica passada por Bob Marley, sacerdote supremo e
imbatível do reggae, lá nos anos 70. Entre os nomes novos que
surgiram para ratificar a posição do reggae como um dos
gêneros favoritos entre toda uma nova geração, está a Solarise.
O nome da banda revela o que eles realmente são.
Assim como o reggae explícito que eles fazem, seus versos falam
daquele lado iluminado do ritmo suingante surgido na Jamaica.
E se alguém disser que reggae lembra praia e que Porto Alegre
não tem praia é porque não sabe nada da zona sul da capital
gaúcha, onde surgiu a Solarise. É lá que se tem a melhor visão
do clássico e fantástico por de sol porto-alegrense. Com um
meio ambiente desses não é de admirar que a Solarise faça um
reggae tão luminoso como pode ser comprovado nas 12 faixas do
disco de estréia da banda pela Antídoto.
Mas não espere amenidade total no som da Solarise. Afinal, mesmo
sendo grandes fãs do reggae de raiz e façam versos voltados
para a grande curtição que é a natureza, a banda é capaz de
pesar a mão ao concretizar um reggae consistente. Afinal não é
a toa que, além dos grandes heróis do reggae como influências
principais, eles enfileiram entre suas preferências todos os
grandes nomes do rock, incluindo pesos pesados como Led
Zeppelin.
E é por essa pulsação pesada de baixo e bateria e pelas guitarras
consistentes que a Solarise conquista os ouvidos e os quadris
da moçada, como já ficou provado nos muitos shows que eles tem
feito desde que começaram, lá por 2002, quase como uma
brincadeira de praia entre amigos. Desde então eles não
pararam mais de compor suas canções luminosas. Essa dúzia que
vem a bordo do primeiro CD da banda é só uma mostra da safra
inicial.
Afinal, como eles mesmo admitem, de forma simples, sem fazeção ou
pose, desde que acabaram de gravar o disco, já surgiram tantas
músicas novas que um segundo disco não estaria fora de
cogitação. Mas por enquanto todos nós ainda temos um bom tempo
para tentarmos não ficar viciados nessas 12 faixas iniciais
absolutamente ensolaradas da Solarise.
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Índio
(vocal)
Fernando (guitarra base)
Fabiano (guitarra solo)
Mano
(guitarra e harmônica)
Adriano (baixo)
Mathios
(teclado e acordeon)
George Bruno (percussão)
Hulk (bateria)
Alexandre
Careca (sax)
Dieguito
(trombone) |
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Solarise
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