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HISTÓRIA
O músico jamaicano
Bob Marley ficou conhecido como um dos divulgadores do reggae
em fins da década de 1960. Quando morreu, em 1981, já era o
mais famoso músico de reggae do mundo.
Marley, Bob (1945-1981), cantor,
guitarrista e compositor de reggae de origem jamaicana. Suas
primeiras canções eram uma mistura de calipso e soul. Entre
seus discos se destacam Catch a Fire (1972), Burnin’ (1973),
Matty Dread (1975), Rastaman Vibrations (1976), Exodus (1977)
e, sobretudo, Babylon by Bus (1978).
Reggae, forma musical
contemporânea da Jamaica. As origens deste estilo encontram-se
no mento, uma combinação de tradições folclóricas africanas
com o jazz, o gospel e o calipso, que chegaram ao país nos
anos 1940. Na década seguinte, a influência das estações de
rádio de rhythm and blues norte-americanas, principalmente as
de Nova Orleans, levou os músicos jamaicanos a experimentar
novos padrões na bateria e no baixo. Este estilo sempre em
evolução tornou-se conhecido, nos anos 1960, como ska (ver
Música afro-americana) e foi representado por artistas como
Prince Buster e The Skatalites.
Em 1966, o ritmo já havia se
transformado em uma forma mais melodiosa, denominada
rocksteady, que, mais tarde, deu lugar ao reggae. O sucesso Do
the Reggay (1968), do grupo The Maytals, marcou uma das
primeiras aparições do termo em uma canção. O reggae alterou
os padrões tradicionais do rock, ao permitir que a guitarra
assumisse um papel importante na marcação do ritmo, com
acordes freqüentes nos tempos fracos, enquanto normalmente
cabia ao baixo a execução de padrões melódicos. Jimmy Cliff
foi o primeiro astro internacional do reggae, o que se deveu,
em grande parte, à sua atuação em The Harder they Come (1972),
vivendo uma das personagens principais, e à trilha sonora
deste filme, que estourou nas paradas sucesso e cuja canção
principal e homônima era cantada por ele.
Logo depois, Bob Marley tornou-se
o artista do gênero com o maior número de produções, unindo
melodias influenciadas pelo estilo soul a letras vociferantes.
Sua música era caracterizada pelo rastafari, uma mistura de
misticismo bíblico e consciência afro-caribenha. Marley e
muitos outros músicos jamaicanos cantaram sobre o libertar-se
da opressão e a luta por seus direitos, ao mesmo tempo em que
advogavam o uso da maconha como um sacramento religioso. Esta
crença conseguiu o reconhecimento popular com o álbum Natty
Dread (1975). Quando Marley faleceu devido a um câncer, em
1981, ele e sua banda, The Wailers, já recebiam mundialmente o
respeito do público pelas suas canções pop, marcadas por um
forte espiritualismo.
O som do reggae continuou a ser
reinventado dentro dos estúdios por músicos inovadores como
Lee Perry e King Tubby, que usaram efeitos de eco e atraso
para criar um som que é conhecido como dub. DJs (disc-jóqueis)
como U Roy e I Roy começaram a falar em cima das gravações, um
estilo que passou a ser denominado toasting.
Grupos vocais como Culture e The
Abyssinians combinaram harmonias ricas com profundas
meditações religiosas.
Na década de 1980, o reggae popularizou-se com a voz baixa de
artistas como Gregory Isaacs. Com Under me Sleng Teng (1985),
de Wayne Smith, surgiu uma nova forma dessa música, com
acompanhamento eletrônico, que ficou conhecida como
raggamuffin ou, simplesmente, ragga. O estilo rude de Shabba
Ranks concedeu-lhe dois prêmios Grammy (1991 e 1992) e astros
do rock como Eric Clapton, Paul Simon e The Police (ver Sting)
fizeram uso do reggae em seus trabalhos. A banda UB40, de
Birmingham, Inglaterra, liderou as paradas norte-americanas,
em 1988, com Red Red Wine.
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