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MARIJUANA
Marijuana (Maconha),
mistura de folhas, talos e flores da planta do cânhamo
da Índia ou Cannabis sativa cujas folhas e flores são
usados como narcóticos, estimulantes e alucinógenos .
Esta droga é fumada ou mastigada. O haxixe é um extrato
da resina da planta. Seus consumidores descrevem duas
fases nos efeitos que provoca: primeiro, estimulação,
enjôo e euforia, e depois, sedação e tranqüilidade
prazeirosa.
Com freqüência, são
acompanhados por alteração nas percepções de tempo,
espaço e dimensões do próprio corpo. Há séculos, o homem
conhece a maconha. No passado, suas fibras eram usadas
na confecção de cordas. E muitos povos utilizavam essa
planta com finalidades terapêuticas. De fato, alguns
testes revelaram que a maconha tem a propriedade de
evitar convulsões, além de aliviar náuseas e vômitos.
Serve também como dilatadora dos brônquios e analgésico.
Assim, ao contrário das demais drogas perturbadoras, a
maconha possui um potencial terapêutico razoável.
Não deixará de ser ironia
o fato de uma planta tão combatida pelo seu abuso, vir
ser futuramente uma "aliada" do homem na medicina.
Acredita-se que a maconha tenha sido introduzida no
Brasil pelos negros escravos, que traziam as sementes da
planta no interior de bonecas de pano; a planta, então,
instalou-se inicialmente no Nordeste e daí se espalhou
para todo país.
Ganja, marijuana,
cannabis, maconha, pango ou diamba é uma erva medicinal
milenar usada pelos Rastas, não para diversão ou prazer,
mas sim para limpeza e purificação em rituais
controlados. Alguns Rastas escolhem não a usar. Muitos
sustentam o seu uso através de Génesis 1:29: "E disse
Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente,
que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore,
em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para
mantimento."
O início
Os primeiros registros de uso de Cannabis pelo homem
foram encontrados num compêndio de medicina chinesa da
época do Imperador Shen Nung, e datam de 2737 a.C. O
interesse, portanto, nas propriedades psíquicas
provocadas pelas preparações da cannabis fazem parte da
história do homem há muito tempo. A química da cannabis
é extremamente complexa e ainda não está perfeitamente
compreendida. Em 1940 foram descobertos vários isômeros
do tetrahidrocannabinol e o delta-9 THC, sintetizado
pela primeira vez, foi considerado o princípio ativo
primário.Contudo, os efeitos desta droga sofrem
influência de outros componentes ainda em estudo, da
forma como é administrada, e até de fatores ambientais
onde é consumida.
O Efeito
O príncipio ativo é o delta 9 TetraHidroCanabiol
(THC), parece ser o responsável pelos efeitos centrais
da maconha.
O THC apresenta propriedade lipófilica e dissolve
rapidamente pela membrana plasmática apresentando uma
distribuição heterogênia no cérebro.
O THC parece estimular a fosfolipase A2, aumentando a
produção de ácido araquidonico, diacilglicerol (DAG) e
inositol trifosfato (IP3),.
Este sistema é talvez o responsável pelo THC inibir a
canal de Ca++ voltagem dependente que regula a liberação
do neurotransmissor.
Em 1992 foi descrito um ligante endógeno,
apresentando alta afinidade ligação de com THC, a
substância foi denominada amandamida
(N-araquinoletanolamida) que é etanolamida do ácido
araquidonico,.
Os locais de ligação são numerosos ocorrendo nos
núcleos dos trato pálido, hipocampo e tronco cerebral.
Já foram obtidos clones do receptor que se encontra
ligado à proteina G.
O THC é descrito como uma substância neuromoduladora
que atua através de receptor localizado na membrana
celular e altera a produção de um 2o mensageiro regulado
por outro neurotransmissor.
O TCH produz uma alteração bifásica, euforia ( fase
estimulante) e sedação (fase depressiva).
Durante a fase estimulante é descrito como uma ação
semelhante ao estado de sonho, pode ocorrer distorção
visual e do tempo.
A concentração pode estar comprometida.
A memória diminui e o apetite é suprimido refletindo
o efeito do THC sobre os receptores da acetilcolina e da
serotonina respectivamente.
Após a fase estimulante, é comum sono e letargia.
Os efeitos psiquicos são uso dependente.
Foram descritos sinais de ansiedade que pode
aproximar do pânico.
A síndrome amotivacional é característica da
personalidade do indivíduo.
De todos os anestésicos existentes, a maconha é
aquele que produz um narcotismo mais próximo do sono
natural, sem causar qualquer excitação extradionária dos
vasos, ou qualquer suspensão das secreções, e onde não
há o medo de reações perigosas e paralisia consecutiva
A maconha provoca danos ao DNA tanto quanto o tabaco,
criando um campo potencialmente fértil para os cânceres,
de acordo com um estudo sobre mães e seus filhos
recém-nascidos. A fumaça da maconha contém muitas das
substâncias químicas carcinógenas encontradas na fumaça
do cigarro, e a tendência das pessoas é reter a fumaça
da maconha por mais tempo nos pulmões. Os
epidemiologistas ainda não estabeleceram ligação entre a
maconha e os cânceres.
Nomes dados para a Maconha:
Nacionais: Maconha, Bainha de Schawann, Liamba,
Haxixe, Diamba, Chaura, Jerer, Ganja, Marijuana,
Verdinha, Vela, Jacuzinha, Peste, Capim, Bagulho, Kaya,
Maluquinha, Erva, Coisa, Baseado, Fino, Fininho,
Finório, Baura, Cabeça de Nêgo, Pasto, Grama, Neguinho,
Xavasca, Guajubira, Bomba, Danada, Pacau, Charão,
Maluca, Fumo, Coisinha Boa, Dauras, Dar um 2, Camarão,
Xibaba, Caroço, Jasco, Chamarrismado, Prensado, Brown,
Finoli , Dom Peponi , Bob Marley , Charuto , Paulada ,
Tapão , Lado , Techinho , Breu , Beque, Banza, Charro,
Dar um tapa, Xibi e etc.
Internacionais: Pot,
Grass,Weed, Bud, Jay, Reefer, Joint, Ganja, Herb, Dope,
Smoke, Boo Ya, Red Hair, Chronic, The Green, The Kind,
Mary Jane, Skunk, Sens, Thai Sticks, Hash, Hashish,
Mowie Wowie, J, Hooter, Toke,Yesca, Budah, Bionic,
Shwag, Indica, Mex, Herbage, Doobage, Wacky Tobacky,
Hemp, THC, Indo, Homegrown, Doobie, Cannabis, Sativa,
Indica, Pipe, Pipes, Joint, Bong, Ghanja, Wacky Tabacci,
Phunky Bhudda, Funky Bhudda, Marihuana, Funny Stuff...
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